Oi Gente, pra quem não sabe, eu tenho dois pais, o que me criou, que eu amo muito e o meu biológico, que já é falecido e que me inspirou a escrever o texto abaixo a mais de 10 anos, eu estava vivendo um dia de muita saudade dele. Esse foi um dos textos mais lidos de meu blog, então resolvi postá-lo primeiro nesse "recomeço", vocês vão notar a sinceridade de minhas palavras, todas as vezes que o leio, me emociono. Bora lá?
Quando eu era criança, ainda consegui passar bons momentos com meu pai. Lembro dele me ensinando a andar de bicicleta por entre as pedras do chão sertanejo em que dei os meus primeiros passos.
Lembro de uma raposa que ele matou e eu fiquei com medo dos olhos brilhantes que pareciam, mas já não tinham vida na pobrezinha.
Quando era criança... eu era mais feliz. Estava perto das pessoas que eu mais amava e ainda amo, não tinha preocupação com nada além de aprender o "a b c", como era bom!
Quando eu era criança brinquei muito na chuva, balançava os galhos das árvores para aproveitar até a última gota de água.
Quando eu ainda era criança, meu irmão nasceu e meu pai se foi para sempre.
Quantas saudades sinto do cheirinho do mato, principalmente pela manhã, quando acordava logo cedo para ir ver o sol nascendo ou olhar o açude com meu pai.
Quantas saudades sinto da casinha de barro, dos quadros de giz, das "chinelas japonesas" que só duravam uma semana, dos besouros de luz e de inverno.
Quantas saudades sinto do cheirinho do mato, principalmente pela manhã, quando acordava logo cedo para ir ver o sol nascendo ou olhar o açude com meu pai.
Quantas saudades sinto da casinha de barro, dos quadros de giz, das "chinelas japonesas" que só duravam uma semana, dos besouros de luz e de inverno.
Meus pais vendiam doce de cunca (parte que armazena água no umbuzeiro) para fazer a feira lá de casa, descobri isso faz pouco tempo, agora tenho dúvidas se eles me "deram" a minha amada tia-mãe e a meu amado tio-pai para criar e eu pudesse estudar ou se foi porque não tinham condição financeira de me manter. Mas isso não faz diferença alguma... sou o que sou, por causa de toda minha família, que graças a Deus me ama e me acolhe sempre.
Ah que saudades sinto, do riacho, das "galinhas do pé de puleiro", aquelas de mato... ah que saudades das caças ao tesouro com um mapa qualquer que a gente (eu e minha irmã) fazia com papelão.
Ah meu Deus como era bom invadir a casa dos "vizinhos-parentes" brincando das três espiãs demais (eu, minha irmã e minha prima).
Tive a chance de assistir pela primeira vez os desenhos animados ainda na casa do primeiro sítio que minha mãe morou e que eu ainda fiquei por alguns poucos anos, painho quebrava com raiva a televisão quando ela insistia em não "pegar"... (isso acontecia com muita frequência), mas sinceramente eu preferiria nunca vir a ter uma que funcionasse, a perder meu pai.
Ah meu Deus como era bom invadir a casa dos "vizinhos-parentes" brincando das três espiãs demais (eu, minha irmã e minha prima).
Tive a chance de assistir pela primeira vez os desenhos animados ainda na casa do primeiro sítio que minha mãe morou e que eu ainda fiquei por alguns poucos anos, painho quebrava com raiva a televisão quando ela insistia em não "pegar"... (isso acontecia com muita frequência), mas sinceramente eu preferiria nunca vir a ter uma que funcionasse, a perder meu pai.
Ah como era bom o tempo dos príncipes encantados e amores eternos!
Ah Deus por quê a gente quando cresce perde essas "coisas"?
Talvez por amar tanto esse meu passado do qual nunca vou esquecer, tento levar no peito os valores que aprendi e a ingenuidade de quando criança, talvez isso não seja bom, mas quero ser assim enquanto viver por aqui.
Lembro da minha mãe me ensinando a Ave Maria. Do meu irmão pequenino. Dos desentendimentos passageiros... ai Deus que saudade!
Não vejo a hora de vê-los novamente... quem sabe ainda a meu paizinho também...
ai Deus que saudade dos cavalinhos de pau, das panelas e bolinhos de barro que eu fazia rs...
da natureza daquele lugar, do joguinho de letras que eu adorava montar, das roupinhas de crochê... ai Deus que saudade da inocência!
Quando eu era criança, queria ser o que sou hoje, na ingênua e doce sensação de que seria mais feliz.
Hoje quero pelo menos fazer com que futuramente a vida de meus filhos biológicos ou não, sejam ungidos de amor, assim como a minha foi e de fé, para os dias de aflição.
Quero ajudar minha família a ficar unida novamente num só lugar. Mesmo que não consiga, estarão sempre lado a lado em meu pequeno território de lembranças chamado coração.
Nele, podem até outras pessoas surgirem, mas o lugar de cada um de antes, continuará com o mesmo grau de importância. Porque amor que é amor não morre nunca, ainda que tantos já não estejam entre nós, sempre serão lembrados e vez ou outra registrados em meus textos.
Saudades de minha infância onde tudo era mais bonito, mais fácil e mais humano!
(Kalinne Callou)
Talvez por amar tanto esse meu passado do qual nunca vou esquecer, tento levar no peito os valores que aprendi e a ingenuidade de quando criança, talvez isso não seja bom, mas quero ser assim enquanto viver por aqui.
Lembro da minha mãe me ensinando a Ave Maria. Do meu irmão pequenino. Dos desentendimentos passageiros... ai Deus que saudade!
Não vejo a hora de vê-los novamente... quem sabe ainda a meu paizinho também...
ai Deus que saudade dos cavalinhos de pau, das panelas e bolinhos de barro que eu fazia rs...
da natureza daquele lugar, do joguinho de letras que eu adorava montar, das roupinhas de crochê... ai Deus que saudade da inocência!
Quando eu era criança, queria ser o que sou hoje, na ingênua e doce sensação de que seria mais feliz.
Hoje quero pelo menos fazer com que futuramente a vida de meus filhos biológicos ou não, sejam ungidos de amor, assim como a minha foi e de fé, para os dias de aflição.
Quero ajudar minha família a ficar unida novamente num só lugar. Mesmo que não consiga, estarão sempre lado a lado em meu pequeno território de lembranças chamado coração.
Nele, podem até outras pessoas surgirem, mas o lugar de cada um de antes, continuará com o mesmo grau de importância. Porque amor que é amor não morre nunca, ainda que tantos já não estejam entre nós, sempre serão lembrados e vez ou outra registrados em meus textos.
Saudades de minha infância onde tudo era mais bonito, mais fácil e mais humano!
(Kalinne Callou)


fiquei maravilhado com suas palavras,parece que eu estava vendo cada fato que narrou.por isso queria te dizer algumas coisas.1-a infância realmente é a melhor época da nossa vida.2-agradeça diariamente a DEUS pelo reencontro que terá futuramente com seu pai biológico.3-não deixe que o sistema do mundo atual mude quem você é pois, pra min você deve sempre ser aquela ana do texto, que correu descalça pelas terras áridas porém sadias do sertão de pernambuco, que comeu as deliciosas comidas feitas no fugão a lenha, que descansou à sombra do umbuzeiro.quando conquistar seu diploma vá novamente ao riacho, pise naquele chão, coma aquela comida, respire o ar emanado das folhas da caatinga más,retorne a paulo afonso a cidade baiana mais pernambucana que existe, para você ser o que DEUS disse que VOCÊ seria.UMA VITORIOSA.
ResponderExcluirParabens, belas palavras!
ResponderExcluirDeus te abençoe.